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1° Ação bélica do Brasil na 2° Guerra

quinta-feira, 22 de outubro de 2009


O Asp Ascendino voava solo o N.A.76 sobre o mar a 20 milhas da praia, rumo NO a 4.500 pés, sob nuvens esparsas, acompanhando o litoral cearense à sua esquerda, aproximando-se de Fortaleza, final de sua missão de patrulha. Cruzava 160 milhas por hora e começou a baixar, quando avistou, em frente ao largo de Mucuripe, um navio navegando para NO. Picou para identificá-lo e completando uma curva a direita se emparelhou com o navio a baixa altura, visto de estibordo e, ao ultrapassá-lo, ouviu um pipocar, que supôs ser o motor do avião rateando, mas logo notou que do navio saiam traçantes em sua direção. Retornou a base.

Logo, uma esquadrilha de 3 T6 decolou desta base, e um WACO ECG-7 em busca do navio atacante. Alcançando-o a 40 milhas NO. Intimado a identificar-se e parar, o navio alveja os aviões com os canhões da popa e da proa. O Cap. Sobral ordena ataque, tendo o Ten. Dieguez mergulhado, e soltado suas 4 bombas de 100lbs, alvejando o navio a bombordo. Segue-se no ataque o Ten. Uruguai, cujas bombas "infelizmente" travaram, não se desprendendo do T6. Finalmente, Cap. Sobral lança suas quatro bombas de 100lbs à bombordo, à meia-nau, que explodiram junto ao costado, deslocando o navio à boreste, parando por alguns momentos, de soltar fumaça pela sua chaminé.

Todos os atacantes metralharam o navio à baixa altura, e Dieguez viu suas balas ricochetearem no convés, esgotadas as munições, os T6 retornaram a base. Parece que o WACO apenas ficou como acompanhamento. Para o segundo ataque, decolaram 2 T6 da base, alcançando o navio a 50 milhas. Lá, receberam a ordem de regressar, pois o Cmt do navio, avisou a capitania que estava a se dirigir a Fortaleza. Não há informação se o navio fundeou em Fortaleza.


Ps: Sabiam que havia Texan T6 caça?


Fonte: Artigo

Decima Flottiglia Mas

sexta-feira, 2 de outubro de 2009


"Todo mundo fica nervoso, vendo objetos navegando á noite, e ouvindo movimentos no fundo dos navios. Isso deve parar!" - almirante Sir Andrew Cunningham, Comandante Chefe da Frota do Mediterrâneo da Grã-Bretanha.

Desde o seu primeiro triunfo em março de 1941, os britânicos ficaram nervosos com a possibilidade de um ataque surpresa em potencial, eficaz e devastador dos militares italianos da Segunda Guerra Mundial, da Unidade Especial de Assalto da Marinha.

O duque de Spoleto, que era um entusiasta de barcos á motor, ajudou na criação do sonho de uma unidade de ataque naval para a marinha italiana. Estas unidades utilizavam barcos á motor explosivos, torpedeiros, submarinos em miniatura e o infame "Torpedos Humanos" (AKA: SLC ou Maiale). Até o final da guerra, estas unidades iriam afundar, ou severamente danificar, 86.000 toneladas em navios aliados e 131.527 toneladas em navios mercantes.

Em outubro de 1935, dois sublieutenants propuseram uma arma nova e radical, que acabaria por se tornar conhecida como o "Torpedo Humano". A Marinha italiana estava tão animada e ciente do potencial dessa nova arma que lhes ordenaram um teste em La Spezia 3 meses mais tarde.

A idéia de um torpedo tripulado foi feita de acordo com ações anteriores que ocorreram tanto na Guerra Revolucionária quanto na Primeira Guerra Mundial. Mas foi a 10º Flotilha Italiana, formada em 1940, que tornaria-se preito ao uso desta nova arma mortal.

A 10° Flotilha foi responsável por 28 navios afundados ou danificados durante a Segunda Guerra Mundial. Estes incluem os navios encouraçados HMS Queen Elizabeth, HMS Valiant, cruzador HMS York e 111, 527 toneladas de navios mercantes.


Os Homens-rã italianos não foram apenas mortais, mas também muito engenhosos em seus métodos de ataque. Conhecido como o "Cavalo de Tróia flutuante de Gibraltar", os frogmens italianos utilizaram de um método excêntrico para destruir navios inimigos.

Gibraltar era muito tentadora para os italianos; abrigo seguro de navios de guerra britânicos e aliados e da marinha mercante. Os mergulhadores italianos usaram originalmente uma vila espanhola que localizada á 2 milhas de Gibraltar. Foi comandada por um oficial italiano casado com uma espanhola chamada Conchita Ramognino.

Esta vila possibilitava que os homens-rã seguissem para o porto e atacassem inocentes navios de guerra britânicos. Mas isso tornou-se muito difícil e caro. O porto foi muito bem protegido por redes, barcos de patrulha e luzes de busca. Devido a esta dificuldade, os italianos decidiram usar um navio mercante italiano ancorado á baía de Gibraltar. Foi o Olterra 4.995 ton.



Os homens-rã italianos secretamente se passavam por tripulação com mergulhadores e técnicos e construiu uma oficina no navio para construção e suporte aos torpedos humanos. Fora então criada uma porta cortada á 6 metros abaixo da superfície para permitir que esses 2-homems torpedos humanos ir e vir sem serem detectados.


A substituição de torpedos usados, eram provenientes da Itália, disfarçados de tubos de caldeira. Quando os mergulhadores italianos começaram seus ataques a navios de guerra britânicos da localidade, revelou-se quão caro tornava tal ação. Cinco dos seis homens-rãs nunca mais voltaram. Mas, quando os italianos decidiram atacar a marinha mercante, que era menos protegida, eles foram recompensados com uma presa fácil. Os Homens-rã italianos afundaram ou danificaram um total de 42.000 toneladas de navios aliados.

Os ingleses nunca conseguiram descobrir de onde vieram esses homens-rãs, nem para onde eles foram.

As façanhas dos homens-rãs italianos trouxeram muita inveja e respeito por parte dos britânicos. Quando os britânicos decidiram criar as suas próprias unidades de assalto naval, os novatos colocavam fotos da 10º Flotilha em suas paredes para a inspiração.

E você? Teria Coragem?

Fontes: Comando Supremo
The Mediterranean, World War Two - Time Life Books-A.B.C. Whipple; Alexandria, VA.

Manual dos Kamikazes

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Kamikaze: trechos do manual.

A missão das unidades

Transcender vida e morte. Quando você eliminar todos os pensamentos sobre a vida e a morte, você será capaz de desapegar-se totalmente de sua vida terrena.

Isso também o ajudará a concentrar sua atenção em erradicar o inimigo com determinação inabalável, enquanto reforça sua excelência nas qualidades de voo.

Exerça o melhor de si. Ataque a embarcação inimiga que estiver ancorada ou navegando. Afunde o inimigo e pavimente o caminho para a vitória do nosso povo.


Faça uma caminhada pelo aeródromo


Quando fizer essa caminhada, tome ciência do que o cerca. A pista é a chave para o sucesso ou falha de sua missão. Devote toda a sua atenção a ela.

Olhe para o terreno. Quais são as características do solo? Qual é o comprimento e a largura da pista? No caso de você decolar de uma estrada ou campo, qual é a direção correta do seu voo? Em que ponto você decide decolar?

No caso de decolar ao entardecer, ou ao amanhecer, ou após o pôr-do-sol, que tipos de obstáculos devem ser lembrados – um poste elétrico, uma árvore, uma casa, uma colina?



Onde chocar-se (os pontos vulneráveis do inimigo)



Quando estiver mergulhando ou chocando-se contra o navio, mire um ponto entre a ponte de comando e as chaminés.


Entrar nas chaminés também é eficiente.

Evite atingir a ponte de comando ou uma torre de tiro. No caso de um porta-aviões, mire nos elevadores. Se isso for difícil, atinja o convés de voo perto da popa. Em um ataque horizontal à baixa altitude, mire no centro do navio, um pouco acima da linha d’água. Se isso for difícil, em caso de um porta-aviões, mire na entrada do hangar das aeronaves, ou na base das chaminés. Para outras embarcações, mire perto da sala dos motores.


Logo antes do choque

Sua velocidade está no máximo. O avião tende a subir. Mas você pode prevenir isso empurrando o controle do profundor para frente o suficiente para permitir o aumento de velocidade. Faça seu melhor. Vá em frente com todo o seu poder. Você viveu por 20 anos ou mais. Você deve exercer toda a extensão do seu poder pela última vez na sua vida. Exerça força sobrenatural.


No momento do impacto

Faça seu melhor. Toda divindade e os espíritos de seus camaradas mortos estão olhando você com atenção. Logo antes da colisão é essencial que você não feche seus olhos nem por um momento, para não errar o alvo. Muitos se chocaram com seus alvos com olhos plenamente abertos. Eles lhe dirão o quão divertido foi.


Você está a 30 metros do alvo


Você sente que sua velocidade aumentou repentina e abruptamente. Você sente que a velocidade aumentou milhares de vezes.

Parece uma panorâmica em um filme, tornando-se um close, e a cena expande-se na sua frente.


No momento do choque

Você está a dois ou três metros do alvo. Você pode ver claramente os brilhos das armas inimigas. Você sente que, de repente, está flutuando no ar. Naquele momento, você vê a face da sua mãe. Ela não está sorrindo nem chorando. É a face normal dela.


Pontos a lembrar quando estiver fazendo seu último mergulho


Chocar-se diretamente contra um alvo não é fácil. Causa grande dano ao inimigo. Portanto, o inimigo irá utilizar todos os meios para evitar sua colisão.

De repente você se sente confuso. Mas mantenha a inquebrantável convicção até o último momento, de que irá afundar o navio inimigo.

Lembre-se quando estiver mergulhando de gritar a plenos pulmões: “Hissatsu!” [“Afundar sem falhar!”] Naquele momento, todas as flores de cerejeira do Santuário Yasukuni em Tóquio irão sorrir brilhantemente para você.



Fontes:
The Guardian, 7 de setembro de 2009.
Blog Sala de Guerra.

França invadiu a Alemanha em 1939 (3)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009



A ameaça de uma agressiva ofensiva Francesa atormentava o comandante do Primeiro Exército diariamente. Witzleben, que tinha de fato se retirado do serviço alguns anos antes, quase não servia para um comando de campo. O general constantemente encontrava em si mesmo uma tarefa não inspirada, e a guarnição do Saar não era uma exceção. A defesa de Witzleben foi dificultada por uma carência de armas anti-tanques e artilharia e a realidade é que suas divisões de infantaria eram de baixa qualidade e equipadas com metralhadoras da I Guerra mundial. Os adversários de Witzleben eram 10 divisões Francesas completamente equipadas ancoradas nas formidáveis defesas da linha Maginot.

Criada por André Maginot, um veterano de guerra e ministro Francês da guerra até sua morte em 1932, a linha Maginot foi a mais elaborada e cara seqüência de fortificações já construídas. Os Franceses tinham estudado a viabilidade de uma barreira defensiva permanente enfrentando a Alemanha depois do fim da I Guerra Mundial, usando as fortalezas de Verdun como modelos. O primeiro pagamento do projeto de $500 milhões foi aprovado pelo parlamento em 1929, e os trabalhos começaram em 1930.

A construção da linha fortificada não foi somente um resultado da intranqüilidade que no pós I Guerra Mundial os Franceses sentiam de seus vizinhos orientais. Em 1928, a Alemanha e seus impotentes 100,000 homens do exército do tempo de paz, o Reichswehr, posava de pequena ameaça para a França; nem poderiam os Alemães forçar os exércitos Franceses, Britânicos e americanos para fora da ocupada Renânia. Os assuntos domésticos Franceses também incitaram a militarização da região. Em 1928, as províncias Francesas da Alascia-Lorena... que tinham sido perdidas para a Alemanha no tratado de paz que encerrou em 1870 a Guerra Franco-Prussiana e tinha sido recuperada pela França através do Tratado de Versalhes, que encerrou a I Guerra Mundial... agora solicitavam se tornar regiões autônomas. A opinião destas províncias ricas em recursos... tão recentemente ganhas à um custo inacreditável... deixando a França novamente era intolerável. Maginot dirigiu a construção da linha como uma lembrança permanente às áreas submissas. Entretanto, a maioria propôs que a linha ocupasse uma região da França habitada por aproximadamente um milhão de Alascianos de língua Alemã.

A linha Maginot complementou as fortificações existentes defronte a Alemanha e foi particularmente mais forte no corredor de Saarbrücken-Metz, a rota mais direta para Paris. Na Alascia-Lorena a linha Maginot levou 10 anos para ser construída a um custo de $323 milhões. As principais fortificações foram completadas em 1935, e 300,000 soldados a guarneciam.

Como a maioria das contingências defensivas, a mentalidade de Maginot se enfocou numa barreira concreta como uma manta de segurança. Muito da potência de fogo, porém, foi negada já que as operações na Alemanha colocaram os alvos fora do alcance efetivo da artilharia pesada. Para ser de algum uso, as armas da Maginot teriam de ser avançadas.



Com as experiências da I Guerra Mundial como a sangrenta defesa de Verdun frescas em suas mentes, a França estava relutante em desocupar as fortificações em favor dos apressados ataques contra a Linha Siegfried Alemã.

A construção da Muralha Ocidental, ou Linha Siegfried como era popularmente chamada pelos Aliados, começou em 1936 seguindo na incontestável ocupação militar Alemã da Renânia. Fortes e casamatas estendiam-se da fronteira Suíça aos Países Baixos. As fortificações mais pesadas foram construídas ao redor de Saarbrücken, onde alguns postos avançados da Francesa Maginot assentavam somente a 100 metros da fronteira Alemã. Como centro de defesa, a cidade industrial de Saarbrücken era militarmente significante porque era uma porta para a Brecha de Kaiserslautern, um rota de invasão tradicional.


Continua...

França invadiu a Alemanha em 1939 (2)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Em 9 de Setembro, duas divisões motorizadas, cinco batalhões de tanques e a artilharia tinham se amontoado em um pedaço do território ocupado Alemão. Apesar da opressiva potência de fogo, a maior parte das forças de Gamelin permaneceu dentro da vista do território Francês. Seus tanques, quando empregados todos, foram comprometidos em pequenas incursões, de companhias nos pontos fortes da fronteira Alemã ou casamatas desocupadas enquanto os VIPs da França assistiam de uma distância segura.



Em 1939 o exército Francês possuía alguns dos melhores tanques do mundo. Mecanicamente seguros e com bom armamento, os tanques tinham uma espessura de blindagem melhor que qualquer tanque Alemão, e as tripulações estavam bem treinadas. Se houve qualquer negligência na doutrina de tanques Francesa, ela foi relacionada a maneira que os blindados seriam empregados. Sem o treinamento em larga escala de manobras de tanques, a França tendeu a empregar seus blindados em pequenos, gradativos ataques sem coordenação de infantaria, artilharia e operações da força aérea.

Nos casos raros quando os tanques Franceses se arrastaram através da fronteira dentro do alcance das armas inimigas, as granadas anti-tanque Alemãs de 37 mm saltavam inofensivamente para longe dos tanques blindados de 33-toneladas Char B1 bis. Os tanques Franceses em sua vez atiraram de volta com os projéteis de 47 mm de alta velocidade montados na torre e os canhões de 75 mm dos cascos. As trocas de tiros isoladas, porém, usualmente terminavam em uma retirada. Os Alemães recolocariam seus canhões de pequeno calibre enquanto os tanques Franceses retiravam-se para uma linha de proteção de infantaria. Estas curtas trocas trouxeram luz a uma séria falha de projeto nos blindados Franceses. O Char B1 bis tinha as aberturas de seu radiador no lado, em um ponto onde um tiro de um anti-tanque de pequeno calibre poderia colocar o tanque fora de ação.

Tivesse a Inteligência Militar Francesa conhecimento de que não havia absolutamente nenhum Panzer de frente a eles, a situação poderia ter sido diferente. Não somente não havia nenhum blindado alemão localizado a oeste do Reno, como a Wehrmacht não possuía nenhuma arma anti-tanque capaz de derrotar os blindados invasores. A poderosa defesa Alemã demonstrou ser a blitzkrieg que os jornais cinematográficos mostravam que intimidou e enganou a Inteligência Francesa.



Contrário à propaganda Nazista que alegava ilimitado potencial militar, o exército Alemão carecia de equipamento de combate. As unidades estavam drasticamente com poucas metralhadoras, pistolas metralhadoras, artilharia e tanques. A vangloriada força Panzer numerava uns meros 200 tanques médios Mark IV... os mais modernos blindados no inventário Alemão... que estavam armados com as armas de baixa velocidade de 75 mm. O resto da força consistia dos apressadamente produzidos tanques leves Mark II com canhões de 20 mm e metralhadoras montadas na torre e até mesmo mais ligeiramente blindado que o Mark I, montado somente com duas metralhadoras. O melhor destes tanques leves, originalmente afastados dos exercícios de treinamento até que os tanques pesados se tornaram disponíveis, é que eram apropriados para o reconhecimento mecanizado. Por esse tempo as unidades blindadas poderiam correr rapidamente para a Frente Ocidental, e a França já poderia ter ocupado a Renânia.



A escassez Alemã de transporte motorizado resultou na obtenção de última hora pela Wehrmacht de veículos de todos modelos e descrições. A aquisição apresada do exército Alemão de um adicional de 16,000 veículos civis aumentou a sua carga de manutenção. Muitos desses veículos vieram das recentes aquisições da Áustria e Checoslováquia. O problema de aquisição de peças sobressalentes para caminhões cresceu para proporções de pesadelo, como lá havia 100 tipos diferentes de caminhões em serviço no exército, 52 tipos de automóveis e 150 tipos diferentes de motocicletas. Como resultado, muitas das tropas de reconhecimento da Wehrmacht viajavam em motocicletas com carrinhos laterais pintados em esquemas de pinturas civis brilhantes.

Aceitando um risco calculado, Hitler despojou as defesas do Ocidente em uma tentativa de garantir uma opressiva vitória no leste. O que permaneceu a oeste do Reno dificilmente seria suficiente para deter um determinado ataque inimigo. Enquanto as batalhas assolavam a Polônia, 43 diluídas divisões Alemãs estavam estendidas na fronteira Alemã Ocidental, da Dinamarca à Suíça. No Saar, o Primeiro Exército Alemão comandado pelo General Erwin von Witzleben contava com 13 divisões vazias sob seu comando.


Continua...

França invadiu a Alemanha em 1939

quarta-feira, 16 de setembro de 2009



Em Setembro de 1939 o Exército Francês ataca a Alemanha pelo oeste.

A II Guerra Mundial na Europa tinha uma semana quando o afiado exército Francês cruzou a fronteira da Alemanha. Em 7 de Setembro, 1939, o grande temor dos generais Alemães de uma guerra de duas frentes parecia ter sido realizado. Era inconcebível que os Alemães pudessem se opor efetivamente contra o poderoso exército Francês com a Wehrmacht completamente engajada na Polônia.


Enquanto os bombardeiros de mergulho Ju-87 Stuka Alemães despendiam-se em íngremes mergulhos sob os alvos Poloneses, o general Francês Maurice Gamelin dirigiu seu Terceiro, Quarto e Quinto exércitos iniciando a Operação Saar. Os exércitos Franceses marcharam para dentro de Cadenbronn e para as saliências da floresta Wendt, onde a fronteira Alemã furava inconfortavelmente a França. As unidades leves de reconhecimento cruzaram a margem em 7 de Setembro, seguida dois dias depois pelas forças de infantaria pesada e mecanizadas.

Curiosamente, não houve absolutamente nenhuma reação Alemã, e os soldados Franceses ultrapassaram a pé as desguarnecidas posições inimigas. A muito vangloriada Linha Siegfried parecia abandonada. Apesar de seu início agressivo, a sondagem Francesa no Saar desenvolveu-se em um vagaroso passeio no qual os soldados e oficiais Alemães foram capazes de reunir seus pertences e partir com o avanço das legiões de Gamelin. Em outras áreas de qualquer lado da margem da incursão Francesa, os oficiais da alfândega Alemães e Franceses conversavam sob suas barras de madeira das barricadas de estrada com se nada estivesse acontecendo. Apesar da declaração de guerra, as cidades fronteiriças na França continuaram recebendo um ininterrupto suprimento de eletricidade das estações de energia Alemãs. A nova guerra Européia, parecia, ser um lamento distante da horrível matança da I Guerra Mundial, 25 anos antes.

Ao longo das aldeias Alemãs, os poilus acharam curioso os anúncios orientando com mensagens impressas como : [b]"Soldados Franceses, nós não temos nenhuma disputa com vocês. Nós não atiraremos a não ser que vocês comecem."[/b] Ao invés de lançar projéteis de artilharia, os Alemães estacionaram furgões com alto-falantes lançando mensagens de propaganda em direção às linhas Francesas ou erguendo outdoors orientando com mensagens de paz e benevolência.


Porém, os soldados Franceses também receberam saudações letais. Durante sua retirada vagarosa, os Alemães saturaram a fronteira com explosivos. Campos foram minados, portas estavam com armadilhas de bombas e alguns dos sinais do Nacional Socialismo (Nazistas) nas paredes abrigaram explosivos escondidos. A mera insinuação de um obstáculo explosivo era o suficiente para deter o avanço de lesma Francês por dias. Em um caso o General Gamelin pessoalmente ordenou os soldados limpar um caminho através de um campo minado suspeito conduzindo uma manada de porcos através dele. A rápida sucessão de detonações e a carnificina resultante não inspirou os soldados à avançar profundamente no Reich.


Continua...

A Shot Across the Bow

sábado, 12 de setembro de 2009

B-26 Marauder Torpedo Attack em Midway



4 de junho de 1942, 07:10,
150 quilômetros á noroeste do atol de Midway . . .


Momentos após lançar um torpedo no porta-aviões Akagi, o B-26 Marauder "Suzy-Q" passou rente ao convés de vôo, quase arrastanto sua carlinga no deck.
O 1° Tenente James P. Muri, do 22º Bomb Group da Força Aérea do Exército, pilotou eficazmente sobre todo o navio, na tentativa de escapar do fogo anti-aéreo, desencadeado pela frota inimiga e caças japoneses Zero.

O Dramático ataque de torpedo dos B-26 Marauders do Exército, dos Grupos de Bombardeio 22 e 38, em conjunto com os TBF Avengers do 8° Esquadrão de Torpedo da Marinha, fez com que o Almirante Nagumo fosse forçado a alterar seu plano de batalha, uma decisão que preparou o terreno para a incrível vitória americana na batalha de Midway.

Piloto: Tenente-Coronel James P. MURI


E você? Teria coragem?